<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><title>cavetripping</title><description>cavetripping</description><link>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/home</link><item><title>Regresso ao Passado</title><description><![CDATA[Burgos é uma cidade no norte de Espanha na Comunidade de Castilla y León a cerca de 240 kms da capital Madrid. A cidade foi fundada como fortaleza em 884 e evolui até se tornar um importante centro económico de ligação entre Portugal, França e o norte de Espanha.Foi em Burgos que nasceu o herói medieval espanhol El Cid em 1043. Um manuscrito de 1207 retrata El Cid como o cavaleiro medieval ideal, forte, valente, leal, justo e piedoso. Aos 23 venceu em combate singular o alferes de Navarra que<img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_91e4d762bd6447a0ae47c8b0137ce03a%7Emv2_d_2448_3264_s_4_2.jpg/v1/fill/w_430%2Ch_574/979ec7_91e4d762bd6447a0ae47c8b0137ce03a%7Emv2_d_2448_3264_s_4_2.jpg"/>]]></description><link>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2017/04/26/Regresso-ao-Passado</link><guid>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2017/04/26/Regresso-ao-Passado</guid><pubDate>Wed, 26 Apr 2017 22:28:21 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Burgos é uma cidade no norte de Espanha na Comunidade de Castilla y León a cerca de 240 kms da capital Madrid. A cidade foi fundada como fortaleza em 884 e evolui até se tornar um importante centro económico de ligação entre Portugal, França e o norte de Espanha.</div><div>Foi em Burgos que nasceu o herói medieval espanhol El Cid em 1043. Um manuscrito de 1207 retrata El Cid como o cavaleiro medieval ideal, forte, valente, leal, justo e piedoso. Aos 23 venceu em combate singular o alferes de Navarra que lhe valeu a alcunha de Campeador e no ano seguinte passou a ser conhecido entre os Mouros como El Cid. Em 1094 tomou a cidade de Valência tornando-se seu governador até à data de sua morte em 1099. Embora a versão romantizada dite que morreu em combate, acabou por falecer na sua cama tendo mandado sua esposa amarrá-lo ao seu cavalo com uma espada em punho de forma a liderar uma investida contra os Mouros que cercavam a cidade, estes certos da vitória por o pensarem morto, ao verem a investida fugiram e nesse momento El Cid vira lenda e como diziam os Tierra Santa na sua Legendario:</div><div>“Fuerte y valiente,</div><div>Así fue El Cid,</div><div>Y sus batallas,</div><div>Hoy se cuentan por mil,</div><div>Después de muerto,</div><div>Una guerra ganó,</div><div>Con una flecha,</div><div>Clavada en el corazón”</div><div>O seu corpo está sepultado na Catedral de Burgos, e em 1955 foi inaugurada uma estátua em sua homenagem na praça com o mesmo nome junto ao teatro de Burgos.</div><div>Nos arredores de Burgos situa-se a serra de Atapuerca, que foi explorada para extração de ferro, carvão e calcite para a construção. Durante o século XIX foi construída uma linha de comboio da serra da Demanda a Burgos aproveitando aí o trajeto já existente para Bilbau para alimentar as ciderurgias bascas. Esta linha serviu também para o transporte de calcário da serra de Atapuerca para Burgos para ser utilizado em construção. No processo de criação da linha férrea, foi aberta uma trincheira de cerca de um quilómetro de longitude e uma profundidade que no ponto mais baixo atingia quase 20 metros. Esta trincheira atravessava várias grutas, algumas bastante entulhadas de sedimentos com restos arqueológicos que passaram despercebidos.</div><div>Em 1910 devido aos elevados custos de manutenção da linha esta foi desativada, passando a partir de 1917 a ser feita extração de rocha do interior da trincheira o que danificou ainda mais o local.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_91e4d762bd6447a0ae47c8b0137ce03a~mv2_d_2448_3264_s_4_2.jpg"/><div>Só em 1964 se começaram a efetuar alguns estudos sobre a região devido à descoberta de pinturas e restos associados a rituais fúnebres da idade do bronze em algumas grutas. As campanhas científicas sucedem-se, contudo, apenas em 1976 quando são encontrados os primeiros restos humanos do período paleolítico, dos quais os mais antigos apontam ter cerca de quase 1 milhão de anos. Entre as descobertas está uma nova espécie, o Homo Antecessor, antepassado do Homo Heidelbergensis e do Homo Neanderthalensis.</div><div>Os trabalhos aqui desenvolvidos receberam o Prémio Principe das Astúrias em 1997 e em 2000 a zona foi classificada Património da Humanidade pela UNESCO.</div><div>As visitas demoram cerca de 1h30, são acompanhadas por arqueólogos e têm um custo de 6,00€ por adulto e 5,00€ por criança dos 8 aos 18. Durante o verão é possível ver o trabalho dos arqueólogos ao vivo durante as visitas.</div><div>Perto dalí, foi construído o Centro de Arqueologia Experimental que abriu ao público em 2001. A visita, também ela acompanhada por arqueólogos tem um custo de 5,00€ por adulto e 4,00€ por criança dos 8 aos 18. Este parque arqueológico tem um circuito exterior e várias exposições interiores onde os guias falam sobre a vida no paleolítico enquanto demonstram as técnicas utilizadas.</div><div>Na parte exterior do centro, foi construído um percurso lúdico/ educacional com diversas paragens incluindo, fazer pinturas rupestres, tiro do dardo, construção de abrigos, uma réplica de um tûmulo e o mistério do fogo com demonstração das várias técnicas usadas.</div><div>No espaço interior aprende-se a forma de talhar o silex desde as formas mais rudimentares às mais modernas, é possível ver os diferentes tipos de abrigo com base nas evidências arqueológicas dos jazigos de Atapuerca e há inclusive um espaço dedicado à evolução da alimentação.</div><div>Regressando a Burgos, foi possível visitar o Museu da Evolução Humana, impressionante construção inaugurada em 2011, faz parte do Complexo de Evolução Humana, juntamente com os edificios do Centro Nacional de Investigação Sobre a Evolução Humana e o Auditório e Palácio de Congressos.</div><div>A entrada no museu tem um custo de 6,00€ por adulto e 4,00€ por criança. Está dividido em 4 andares, no piso -1 está o coração do museu, um espaço dedicado aos achados dos jazigos arqueológicos de Atapuerca com toda a sua envolvência. O piso 0 é dedicado à teoria da evolução de Darwin com uma réplica da popa do barco que o transportou na sua viagem à volta do mundo, o HMS Beagle. Desta exposição junta-se a história da evolução humana incluindo 10 reproduções hiperrealistas e em tamanho real dos nossos antepassados, do Australopiteco ao Homo Rhodesiensis. Para além de todos os aspectos que nos difericienciam das outas espécies.</div><div>O 1º piso tem uma exposição que mostra a evolução cultural que houve ao longo da nossa história bem como de um ponto de vista funcional sermos tão parecidos aos nossos antepassados de à 9000 anos.</div><div>Finalmente no piso 2 é possível ver os três ecossistemas fundamentais da nossa evolução, a savana, a selva e a tundra onde ocorreram as última glaciações. Neste piso há também uma pequena loja de recordações com ótimas opções literárias, exposições temporárias e um “leitor de paisagem” onde podemos ver recriações de cenas do paleolítico no topo de 3 estruturas que albergam exposições do piso -1 e que estão dispostas com a vegetação típica da serra de Atapuerca durante o paleolítico.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_39654d0c56c645e896d6b8d768c0b04a~mv2_d_3264_2448_s_4_2.jpg"/><div>Return to the Past</div><div>Burgos is a city in the north of Spain on the Community of Castilla and Léon, about 240 kms from the capital Madrid. The city was funded like a fortress in 884 and evolved until it became an important economical center of connection between Portugal, France and the north of Spain.</div><div>It was in Burgos that the medieval Spanish hero El Cid was born in 1034. A manuscript from 1207 portraits El Cid as the iconic medieval knight, valiant, loyal and pure. When he was 23, he won in single combat the lieutenant of Navarra which granted him the nickname of Champion and in the next year he began to be known as El Cid amongst the moors. In 1094 he took the city of Valencia and became her governor until his death in 1099. Though the romanticized version says he died in combat, he died in his bed, after which by order of his wife he was tied to his horse with a sword in hand as if he were to lead an attack against the Moors that were surrounding the city, these, certain of victory because they thought he was dead, ran away when they saw in on horseback and so El Cid passed onto legend, as Tierra Santa sang on the song Legendario:</div><div>“Fuerte y valiente, (Strong and valiant,)</div><div>Así fue El Cid, (So was El Cid,)</div><div>Y sus batallas, (and his Battles,)</div><div>Hoy se cuentan por mil, (are counted by hundred,)</div><div> Después de muerto, (After dead,)</div><div>Una guerra ganó, (one war he won,)</div><div>Con una flecha, (with an arrow,)</div><div>Clavada en el corazón. (Nailed to his hearth.)”</div><div>His body is buried in the Cathedral of Burgos, and in 1955 a statue was put up to his memory in the square with the same name near Burgos theater.</div><div>The Atapuerca Mountain near Burgos has been explored to extract iron, charcoal and limestone to the construction of the city. During the XIX century a train line was built from the Demanda Mountain to Burgos in order to use the already existing path to Bilbao for the bask mills.</div><div>This line was also used for the transport of limestone from de Atapuerca Mountain to Burgos to be used in the construction. On the process of opening the railway, a foxhole was open, about a kilometer long and about 20 meters depth on the lowest points. This foxhole goes through various caves, some quite crowded of sediments with archaeological remains that went unnoticed.</div><div>In 1910 due to the highness of costs to maintain the line it was disabled, and from 1917 forth rock was extracted from inside to foxhole damaging even more the sites.</div><div>It was only in 1964 that studies about the region started, due to the discovering of paintings and remains associated to funeral rites from the Bronze Age in some caves. The Scientific campaigns, however, only started in 1976 when they found the first human remains of the Ptaleolithic period, of which the most ancients have almost 1 million years. Between the discoveries there is a new species, the Homo Antecessor, ancestor of the Homo Heidelbergensis and the Homo Neanderthalensis. The work conducted here received the Prince of Asturias prize in 1997 and in 2000 the region was classified as World Heritage site by UNESCO.</div><div>The visits take about 1h30, and they are accompanied by archaeologists and have a cost of 6,00€ per adult and 5,00€ per child from 8 to 18. During the summer its possible to see the work of the archaeologists live during the visits.</div><div>Near there, the archeology experimental center was built and open to public in 2001. The visit, is also accompanied by archeologists and have a cost of 5,00€ per adult and4,00€ per child from 8 to 18. This archeologic park has an outer park and a lot of interior expositions where the guides talk about the Paleolithic while demonstrating the ancient techniques used by our ancestors.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_743f79c9301c4338b9bff6f56df36ea5~mv2_d_2448_3264_s_4_2.jpg"/><div>In the outer part of the center, a playful / educational course was built with several stops including, making cave paintings, dartboards, shelter construction, a tomb replica and the mystery of fire with demonstrations of the various techniques used.</div><div>In the inside one learns the way to carving the quartzite since the most rudimentary forms to the most moderns, and it’s possible to see the different types of shelter based on the archeological evidences from the tombs of Atapuerca and there is also a space dedicated to the evolution of the human diet.</div><div>Returning to Burgos, it is possible to visit the Human Evolution Museum, an impressive construction open in 2011, a part of the Human Evolution Complex, alongside with the buildings of the National Research Center on Human Evolution and the Auditorium and Congress Palace.</div><div>The entrance of the museum has a cost of 6,00€ per adult and 4,00€ per child. The building is divided in 4 floors, the heart of the museum lies in the underground floor, in a space dedicated to the findings of the archeological tombs of Atapuerca and its surroundings. The ground floor is dedicated to Darwin’s theory of evolution with a replica from the HMS Beagles stern. Together with 10 faithfull replicas of our ancestors from the Australopithecus to the Homo Rhodiesiensis.</div><div>On the first floor there are several exhibitions on the human cultural evolution and finally on the second floor one can see the three fundamental ecosystems for human evolution, the savanna, the jungle and the tundra where the last ice ages took place. Here there’s also a small souvenir shop and a landscape reader that takes us back to the Paleolithic times thanks to the structures built to house the Atapuerca findings on the underground floor.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Going international</title><description><![CDATA[My dearest cavemen and cavewomen, this will be the first of many, I’ve been wanting to do this for a long time but only now I’ve finally decided I should remove my Neanderthal butt from the sofa and contribute for everyone’s happiness. First I would really love to once again thank everyone in ISCA and ACTE to provide me some of the best experiences of my life.Starting from the top, and to be truly honest I would like to thank my dad for working where he works and for passing me the cave bug, to<img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_416df44df7714813b882a1a8b34c7d53%7Emv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg/v1/fill/w_288%2Ch_216/979ec7_416df44df7714813b882a1a8b34c7d53%7Emv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/>]]></description><link>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2017/01/15/Going-international</link><guid>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2017/01/15/Going-international</guid><pubDate>Sun, 15 Jan 2017 00:55:05 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>My dearest cavemen and cavewomen, this will be the first of many, I’ve been wanting to do this for a long time but only now I’ve finally decided I should remove my Neanderthal butt from the sofa and contribute for everyone’s happiness. First I would really love to once again thank everyone in ISCA and ACTE to provide me some of the best experiences of my life.</div><div>Starting from the top, and to be truly honest I would like to thank my dad for working where he works and for passing me the cave bug, to his friend Manuel Poças das Neves (Mapone) for helping to fuel it, my “third grandfather” Julião for all the lessons, my “forth grandfather” Doc. Clemente for keeping me focused on the job and specially my grandfather, my confident and best friend for always tagging along with my madness.</div><div>To both the Portuguese Speleological Society and the Portuguese Speleological Federation for their friendship and good advices.</div><div>Second to everyone at ACTE and specially to Rafael Pagés, Juan José Duran, Manuel Valsero and Ovidio Altable for inviting us to attend the Spanish congress a couple of years ago and opening us to the international cave associations.</div><div>To everyone at ISCA for their friendship, especially Isabel and Rod Graves, our sponsoring godfathers into the association, so in their honor I’d like to baptize my mascot as Lurh the Neanderthal as tribute for their Luray Caves.</div><div>My first true ISCA experience was during the 2015 meeting in Germany and Austria which I could only attend during the Austrian part, though further ahead I will do a post concerning that trip.</div><div>The idea for this blog came to me during the last ACTE congress in Nerja (Spain) so the first post had to be about it. After the congress came the 2016 ISCA meeting in Oman and I decided to do a journal about the entire trip instead of just one post with everything, unfortunately I only did it in Portuguese but you should also be able to see those in English, so I’ll make a quick résumé of the trip promising that future posts will have both the information in Portuguese an English.</div><div>So without further ado, this meeting started off on the 6th November 2016 after 8 hour flight to what seemed half way around the world to the sultanate of Oman, a friendly Muslim country located on the Arabian Peninsula that truthfully OI had never heard of until the 2015 meeting in Austria, imagine my surprise discovering that it was a Portuguese colony for 150 years.</div><div>The first day being boards meetings, we had most of the job done so we could enjoy the rest of our time there. The second day started with some presentations on the geography of Oman and their tourist potential. After lunch we left for Nizwa, where we visited the fort where Omani forces fought of the Portuguese invaders. After which we had a lovely dinner in a palm tree field.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_416df44df7714813b882a1a8b34c7d53~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/><div>On the third day we had the privilege to visit the amazing Al Hoota Cave, it has about 800 meters of visit able area and the tours take about 45 minutes. Tickets cost around 11,00€ per adult and the children pay around half that sum.</div><div>Don’t miss the amazing visitor’s center at Al Hoota Cave, very well conceived with lots of interesting information on the countries geology.</div><div>After lunch we went to see one of the caves natural entrances, a large wadi, which was dry at the time, but at times can carry a considerable amount of water. The wadi meaning water way, it can be a dry canyon, a calm river or raging water, this one in particular connects to three others each able to collect water from more than 50kms away. If the amount of water is too great, the cave must be evacuated for it will get completely flooded.</div><div>On this night dinner was in the courtyard of an Omani castle where our hosts explained the difference between a fort and a castle, in Omani culture, a fort always has a military connection and a castle is used has lodging for the sultan.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_5164ae52682145ef8095bf3835e9b52f~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/><div>Leaving Nizwa’s region we headed south towards Wadi Bani Khalid where we found and amazing pool area around a great canyon, unfortunately we had no time to swim on this wadi and continued our trip further south towards the Wahiba sands a large desert area in the interior of the country where we first had lunch at a traditional bedouin tent, had a nice camel ride before rolling up the sand dunes, and experience one of the most spectacular experiences on earth, the desert sunset. That night we stayed at the 1000 night’s camp, 40kms desert in with the most surreal bathroom ever, with no ceiling taking a shower under the moonlight whilst feeing the cool desert breeze on your buttocks will surely be something to remember.</div><div>The following day another bucket list experience, the desert sunrise, absolutely amazing, worth every second of the bed waiting for it. Leaving the desert behind we headed for a paradise called Wadi Shaab, once again a vigorous hike on the canyon until reaching the pools of Wadi Shaab and as our host Khalid said, when entering the warm waters of the Wadi time stops and we enter a true fountain of youth. That night we had dinner at Raz Al Jinz Turtle Reserve where we had hoped to join a party at the beach to watch sea turtles lay their eggs, unfortunately it wasn’t possible for everyone’s sadness, but it’s just the way nature is, just wasn’t meant to be.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_fa79808942194da997be5bc6e13b1d36~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/><div>On the 11th November we headed towards Salma plateau to see the Al Jeela tombs which our hosts explained unlike their northern cousins these tombs weren’t used as tombs but rather then possible shelters or look outs during the Bronze Age. After which we travelled to Majlis Al Jinn, one of the world’s largest natural chambers with 181 meters deep, 340 meters long and 225 meter wide. It was a bumpy and dusty ride up the mountain to reach these two stops, and the only way to return would be through the same dusty and bumpy road until reaching the highway.</div><div>Reaching the highway we head for Hawiyat Najm Park and the Fallen Star Sinkhole, just about 600 meters from the ocean, the turquoise waters lay about 20 meters below the surface. The sinkhole is connected to the neighboring ocean and a staircase leads to the water level where one can have a nice bath. Some of the ledges of the sinkhole are used for acrobatic dives from some of the locals, but only the bravest dare the vertiginous 20 meters dive from the higher edge. As time was running late we decided to skip the last stop and instead enjoy some time at the beach in Fins. This was my second oceanic experience of the year after I first had a refreshing January bath in the Atlantic ocean during a festival in the Island of Madeira, Portugal’s own Hawaii, we had a bath in the warm waters of the Indic during November for the envy of those that didn’t make the meeting and friends and relatives back home.</div><div>That night we had the nice surprise of being able to give our caveman friend Hadi a nice birthday surprise with cake and all.</div><div>On our last day, we took most of the morning traveling to the capital Muscat where we enjoyed a refreshing and nice lunch followed by a tour to the national museum where once again I was delighted to see further documents of the Portuguese presence there.</div><div>We had a nice sunset tour on a double-decker bus around the harbor before finally stopping for a dhow cruise on the harbor before having dinner on board. Once again through the words of our president Brad we gave thanks to our host for the wonderful experience they gave us and when we though there weren’t going to be any more surprises our hosts presented us with the traditional Omani daggers and might I say, my fireplace never looked so good.</div><div>So please follow me on my facebook page as well, I’ll be posting all the photos there as well.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_ee55f29b5aba43b59cc73c25dc1670d0~mv2_d_3872_2592_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>O fim de uma aventura</title><description><![CDATA[E é assim, 2 meses depois que finalmente chega a parte final da grande aventura Omani. Os dois últimos dias de viagem foram também eles marcados por experiências únicas. Primeiro subimos as montanhas até ao planalto de Salma que se ergue a mais de 1380 metros acima do nível do mar. Lá depois de uma poeirenta viagem encontrámos os túmulos de Al-Jeela que apesar do nome mais fazem lembrar torres de vigia espalhados pelas montanhas. Estas edificações da idade do bronze são semelhantes a outras<img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_1d110e12eba5458f81539da9b6c6205d%7Emv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_470/979ec7_1d110e12eba5458f81539da9b6c6205d%7Emv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/>]]></description><link>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2017/01/14/O-fim-de-uma-aventura</link><guid>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2017/01/14/O-fim-de-uma-aventura</guid><pubDate>Sat, 14 Jan 2017 22:52:07 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_1d110e12eba5458f81539da9b6c6205d~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/><div>E é assim, 2 meses depois que finalmente chega a parte final da grande aventura Omani. Os dois últimos dias de viagem foram também eles marcados por experiências únicas. Primeiro subimos as montanhas até ao planalto de Salma que se ergue a mais de 1380 metros acima do nível do mar. Lá depois de uma poeirenta viagem encontrámos os túmulos de Al-Jeela que apesar do nome mais fazem lembrar torres de vigia espalhados pelas montanhas. Estas edificações da idade do bronze são semelhantes a outras encontradas no norte do país, contudo ao contrário dessas, os túmulos de Al-Jeela não têm restos humanos.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_73308d206a304789a012ebbc19d8af88~mv2_d_4736_1200_s_2.jpg"/><div>Daqui seguimos para Majlis Al Jinn, literalmente “o local de encontro dos espíritos”, a gruta de Majlis Al Jinn é uma das maiores câmaras naturais do mundo, com 181 metros de profundidade do ponto mais alto ao chão da sala, 340 metros de comprimento e 225 de largura. Apesar de já ter recebido inúmeras visitas de escaladores e espeleólogos, o ministério do turismo de Oman ainda procura uma forma de abrir a gruta ao público de forma segura.</div><div>Regressando aos nossos veículos todo o terreno, foi hora de percorrer todos aqueles quilómetros ao longo das montanhas rochosas até à beira mar e de nos dirigirmos à dolina de Bihmma no parque Hawiyat Najm, o nome do parque significa queda de meteorito pois esta dolina parece-se com a cratera deixada por um qualquer corpo celeste, a apenas algumas centenas de metros do oceano Índico, o fundo da dolina está cheio de águas de cor turquesa. Uma escada desde a superfície até à linha de água permite o acesso a estas águas temperadas. De algumas plataformas nos rebordos há quem se divirta a fazer acrobáticos saltos para a água, mas apenas os mais aventureiros se atrevem a saltar do topo numa vertiginante queda de 20 metros.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_cd6fb9bc4264424383f73c205caf9d40~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/><div>Por se estar a fazer tarde e ainda faltar uma paragem, por decisão unânime decidiu-se saltar a última visita do dia e em vez disso dar um passeio até à vizinha praia de Fins onde tive direito à segunda grande experiência oceânica do ano, sendo que a primeira foi um revigorante banho em Janeiro na praia do Seixal na ilha da Madeira com a água numa temperatura de fazer inveja a qualquer praia algarvia durante o verão, desta vez calhou um banho em novembro no mar Índico em água morna como nunca pensei ser possível no oceano.</div><div>Retornando a Sur tivemos uma agradável noite após o jantar com o previlégio de poder celebrar o aniversário de um dos nossos colegas cavernosos, o amigo Hadi Nazari do Irão. O dia seguinte seria marcado pela despedida a este país tão caloroso. A manhã do último dia foi passada em viagem de regresso à capital Muscat onde depois de um belo e tradicional almoço recheado de fantásticos acepipes seguindo-se uma visita ao museu nacional onde mais uma vez para além da fantástica história do país e herança cultural, encontrei um segmento inteiro sobre a presença portuguesa no país incluindo modelos de uma nau e de uma caravela e um falconete proveniente de Macau. Para finalizar a experiência seguimos em autocarro panorâmico até à zona portuária onde pudemos visitar o Souk (mercado coberto) antes de dar uma volta de barco pela zona costeira da capital. O jantar foi servido a bordo tendo-se seguido os tradicionais discursos de agradecimento e despedida com o sentimento geral de gratidão pela experiência que nos foi proporcionada pelos nossos incansáveis anfitriões.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_ee55f29b5aba43b59cc73c25dc1670d0~mv2_d_3872_2592_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Das areias escaldantes ao wadi dos sonhos</title><description><![CDATA[Continuando a aventura arábica, o passado dia 10, foi um daqueles raros dias, um dia para uma aventura especialmente fora do comum, o cavernoso decidiu fazer a experiência e meteu o despertador para as 5h40, sim isso mesmo, 5h40, tudo para ver o nascer do sol, que na receção do acampamento diziam ser às 5h55. À parte de apenas ter acontecido 1 hora após o indicado, valeu cada segundo a menos de sono, e como diz o amigo Marco nos EUA Sleeping is boring. Mais uma daquelas experiências dignas da<img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_bbac81386b464d81b6be15bce11eae3e%7Emv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg/v1/fill/w_288%2Ch_216/979ec7_bbac81386b464d81b6be15bce11eae3e%7Emv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/>]]></description><link>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2016/11/17/Das-areias-escaldantes-ao-wadi-dos-sonhos</link><guid>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2016/11/17/Das-areias-escaldantes-ao-wadi-dos-sonhos</guid><pubDate>Thu, 17 Nov 2016 20:09:49 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_bbac81386b464d81b6be15bce11eae3e~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/><div>Continuando a aventura arábica, o passado dia 10, foi um daqueles raros dias, um dia para uma aventura especialmente fora do comum, o cavernoso decidiu fazer a experiência e meteu o despertador para as 5h40, sim isso mesmo, 5h40, tudo para ver o nascer do sol, que na receção do acampamento diziam ser às 5h55. À parte de apenas ter acontecido 1 hora após o indicado, valeu cada segundo a menos de sono, e como diz o amigo Marco nos EUA Sleeping is boring. Mais uma daquelas experiências dignas da bucket list.</div><div>Após o pequeno almoço, um olhar mais atento ao nosso acampamento para revelar dois cercados, um com uma pequena espécie de antílope e outra com órix que nos explicam ser animais extraordinários, pois ao contrário dos dromedários que têm que beber de vez em quanto, os órix extraem a grande maioria da sua água das folhas que comem e por consequência podem ficar mais de um ano sem uma gota de água.</div><div>Regressando aos veículos, era hora de descer as dunas e fazermo-nos à estrada, pelo caminho tempo ainda para uma curta paragem para ver os locais a divertirem-se a subir as dunas com jipes bem artilhados para o efeito.</div><div>Depois de sair do deserto e ainda numa região com algumas dunas mais pequenos, um dos guias explica que as dunas só se formam durante o inverno devido às correntes de ar, durante o verão, o deserto é relativamente plano. Pois bem, mais alguma brincadeira na areia e conseguimos atascar mais dois jipes, e foi hora de uma segunda sessão de ginásio entre o coletivo masculino para tirar o carro da areia.</div><div>Depois de abandonar de vez as areias escaldantes, fomos dar um pouco de ar nos pneus dos carros pois iriamos continuar a viajar em estrada em vez de areia, o destino Sur, a sudeste. Passando esta localidade costeira dirigimo-nos um pouco a norte em direção a Wadi Shaab, um desfiladeiro com um curso permanente de água cristalina a uma temperatura de fazer inveja a qualquer praia do caribe ou do Brasil.</div><div>À chegada a organização entregou-nos uma caixa com um almoço volante composto por hamas, panado de frango com batata assada, fruta, pão árabe e um qualquer doce impossível de identificar. O caminho para este wadi é todo ele uma aventura, 6kms de terreno árduo entre margem do leito do wadi, o próprio leito do wadi seco e enormes pedregulhos. Quando finalmente chegámos suávamos profusamente pelo que o belo banho refrescante era mesmo o que se precisava. Quase todos para dentro de água e nadámos uns 150 metros em lagoas e rio quase sem corrente mas com um chão de cascalho que dava uma revigorante massagem nos pés que se nós ocidentais parecíamos gatos a miar naquele cascalho, os locais pareciam que estavam a andar em areia normal.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_3ca12ed330bd48638744b0b900736b39~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/><div>O regresso mais uma vez aventuroso por aquele terreno duro valeu cada metro percorrido só pelo prazer que aquele banho trouxe.</div><div>Mais uma rápida viagem até ao hotel, tempo para tomar um duche rápido e em menos de 1 hora estávamos todos prontos para sair para uma viagem de mais 45 minutos até ao local do restaurante, no Ras Al Jinz Turtle Reserve, um espaço que serve simultaneamente de museu, restaurante e local de estudo de tartarugas marinhas que vêm a terra nas praias próximas para a desova.</div><div>Após o jantar, alguma expectativa juntamente com algumas dezenas de pessoas que se encontravam no local, contudo, a mãe natureza por vezes prega-nos estas partidas e após um anúncio da receção, descobrimos que os batedores na praia não avistaram nenhuma tartaruga pelo que não pudemos apreciar este espetáculo único na natureza em primeira mão. Ficou para a posteridade a foto junto ao modelo de uma das espécies de tartaruga marinha que procura estas águas para deixar os seus ovos que existia à saída do centro.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_7706bec74e934c0bbbd818a99ddacbb2~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Under Arabian Skyes</title><description><![CDATA[A expressão não é portuguesa e a tradução simplesmente não diz o suficiente. Hoje foi um dia que começou tal como os outros bem cedo para aproveitar o máximo e percorrer uns quantos quilómetros. A primeira paragem foi no Wadi Bani Khalid, na última publicação referi que a tradução de wadi é desfiladeiro quando na verdade significa caminho de água, no caso dos wadi que dão acesso à gruta de Al Hoota, estes estão secos durante a maior parte do tempo e apenas recebem água quando chove, em outros<img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_5164ae52682145ef8095bf3835e9b52f%7Emv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_470/979ec7_5164ae52682145ef8095bf3835e9b52f%7Emv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/>]]></description><link>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2016/11/13/Under-Arabian-Skyes</link><guid>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2016/11/13/Under-Arabian-Skyes</guid><pubDate>Sun, 13 Nov 2016 16:32:46 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>A expressão não é portuguesa e a tradução simplesmente não diz o suficiente. Hoje foi um dia que começou tal como os outros bem cedo para aproveitar o máximo e percorrer uns quantos quilómetros. A primeira paragem foi no Wadi Bani Khalid, na última publicação referi que a tradução de wadi é desfiladeiro quando na verdade significa caminho de água, no caso dos wadi que dão acesso à gruta de Al Hoota, estes estão secos durante a maior parte do tempo e apenas recebem água quando chove, em outros casos os wadi têm sempre água.</div><div>O Wadi Bani Khalid é o mais conhecido da região de Sharqiyah a sudoeste de Nizwa, é um wadi que tem um curso de água constante dividido em 3 piscinas, a piscina maior, e mais conhecida pelos turistas está interdita às mulheres pois é uma piscina comum, andando umas 3 centenas de metros encontra-se outra piscina natural mais protegida onde as mulheres se podem banhar. A terceira piscina encontra-se dentro de uma gruta estreita a cerca de 1km da piscina principal que não pudemos visitar por falta de tempo. Infelizmente e tal como acontece em muitos encontros internacionais tenta-se mostrar o mais possível, mas fica sempre algo para trás. A região é bastante recatada tendo que entrar numa cordilheira de montanhas de cascalho onde se podem ver rasgos de pedras verdes, estas pedras são Ofiolites, basicamente é fundo marinho arrastado para o interior da terra por movimentos tectónicos à milhões de anos, à semelhança do que aconteceu com os Himalaias onde se podem encontrar fósseis marinhos a milhares de metros de altura.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_5164ae52682145ef8095bf3835e9b52f~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/><div>Após a saída do wadi dirigimo-nos mais para o interior em direção às areias do Wahiba, uma região desértica a cerca de 4 horas de viagem de Muscat com uma área de aproximadamente 112000km2 a norte e 118000km2 a sul, tem cerca de 150 espécies de plantas e cerca de 200 de animais entre pássaros, lagartos, cobras e escorpiões, os locais dizem que é possível agendar travessias no deserto em jipe, o caminho curto leva cerca de 3 horas, o longo 8 horas. Segundo o nosso guia, o nome Wahiba é mal atribuído pois corresponde a uma abastada família que existiu na região, toda a região deveria ser antes chamada de Sharqiyah. Antes do inicio da aventura no deserto foi necessário baixar a pressão dos pneus dos veículos todo o terro onde estávamos para que não ficassem atolados.</div><div>Pouco após a entrada no deserto parámos para o almoço num acampamento beduíno, existem cerca de 3000 beduínos ainda a viver nestas regiões isoladas e inóspitas apesar de alguns já viverem à margem do deserto em populações fixas como a localidade de Bediya. Mais uma vez o almoço constituiu numa oferta de frango assado, peixe com especiarias e cabrito, e claro cavernoso que se preze tem que provar um pouco de tudo.</div><div>Após o almoço ainda houve tempo para uma voltinha de dromedário com os animais da família que nos acolheu. Animais realmente dóceis pelo menos estes que nos acompanharam, a única parte mais complicada é o levantar e baixar que balança como um barco em dia de temporal.</div><div>Regressando aos veículos de 4 rodas, dirigimo-nos mais para o interior do deserto para uma pequena sessão de Dunes Bashing, o nome é atrativo e há alguma adrenalina na sensação de subir uma duna a grande velocidade, tudo para chegar a tempo do que apenas posso descrever como uma das melhores sensações que alguma vez tive o privilégio de ter, o por de sol no deserto, realmente é algo impossível de descrever, há que vivenciar, é daquelas coisas que merecem um lugar de destaque na bucket list de todos (vejam as fotos completas na nossa página de Facebook).</div><div>Daí seguimos para o acampamento das 1000 noites (1000 nights camp), uma instalação hoteleira, 40 kms dentro do deserto com tendas bastante confortáveis que dão uma excelente escapadinha romântica para os mais aventureiros. O pormenor mais engraçado e curioso destas realmente é a falta de teto na casa de banho e tomar banho nunca mais será o mesmo depois de se tomar um banho à luz da lua enquanto se sente a ligeira brisa do deserto numa noite de novembro que apesar de infelizmente não ter lua cheia que deverá dar um impacto ainda maior, parecia uma qualquer noite de verão.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_68681a77c40147c69a476a5e21349b8f~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/><div>Ao jantar repetem-se as mesmas opções com variações na forma de preparação, desta vez calhou um caril de frango com salada, salada de frango e ananás, hammas (que segundo alguns companheiros de viagem é uma variação de hummus com o que pareceu ser grão de bico pelo sabor), pão, batata assada e arroz de romã.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>À procura de cabras</title><description><![CDATA[Saindo cedo pela manhã, atravessámos uma região de montanhas de cascalho e vegetação rasteira até chegar a Al Hoota, no interior do país.A gruta de Al Hoota foi descoberta em 1995 por um pastor. Sabe-se que a descoberta de grutas está normalmente associada a uma fábula, e sendo Omã um país riquíssimo em grutas selvagens e com uma enorme herança cultural do mundo árabe incluindo os Jins, espíritos capazes de enganar os maus incautos por simples diversão. Assim, as histórias de gado,<img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_a99f13c3963b4e189033af224ca1594b%7Emv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg/v1/fill/w_287%2Ch_215/979ec7_a99f13c3963b4e189033af224ca1594b%7Emv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/>]]></description><link>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2016/11/08/%C3%80-procura-de-cabras</link><guid>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2016/11/08/%C3%80-procura-de-cabras</guid><pubDate>Tue, 08 Nov 2016 19:51:21 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Saindo cedo pela manhã, atravessámos uma região de montanhas de cascalho e vegetação rasteira até chegar a Al Hoota, no interior do país.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_a99f13c3963b4e189033af224ca1594b~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/><div>A gruta de Al Hoota foi descoberta em 1995 por um pastor. Sabe-se que a descoberta de grutas está normalmente associada a uma fábula, e sendo Omã um país riquíssimo em grutas selvagens e com uma enorme herança cultural do mundo árabe incluindo os Jins, espíritos capazes de enganar os maus incautos por simples diversão. Assim, as histórias de gado, principalmente ovelhas e cabras que entram em grutas e saem tempos depois a quilómetros de distância já sem pelo multiplicam-se tal como a história do conhecido de um conhecido ou um familiar distante a quem já aconteceu o mesmo.</div><div>Omã é um país de tradições antigas, onde a arte do pastoreio ainda tem considerável importância pelo que em algumas regiões tal como acontece em algumas zonas de Portugal por exemplo, um pastor pode guardar várias cabeças de gado de outros pastores.</div><div>Um dia, um destes pastores ao regressar trazia uma cabra a menos pelo que isso significaria uma perda de confiança por partes dos restantes donos de gado da região, então juntamente com o seu filho retomou à estrada percorrendo o caminho feito pelas cabras até que ouviu os balidos junto a um algar. Descendo ao fundo do algar encontrou a cabra perdida com uma fratura na pata onde tinha caído. Retornou depois com os restantes membros da aldeia para provar a sua inocência e que ainda podiam deixar as suas cabeças de gado ao seu encargo.</div><div>Após a descoberta e primeira exploração, a gruta foi também explorada pelas forças militares que ainda hoje utilizam o algar de entrada na gruta como zona de treinos durante o verão.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_6421ec860da840668d79dfd273ff657e~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/><div>Após um período de estudo e preparação, o Ministério do Turismo de Omã, vendo a possibilidade da gruta decidiu abri-la ao público em 2006 construindo uma via de acesso por comboio elétrico desde o centro de visitantes até à entrada da gruta.</div><div>Em 2012 no entanto a gruta foi encerrada ao público pois uma inundação repentina destruiu todos os acessos e passagens. Ficou encerrada durante 4 anos apenas tendo sido reaberta para visitas durante o corrente ano com o apoio de uma empresa privada.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_416df44df7714813b882a1a8b34c7d53~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/><div>A gruta tem uma extensão de cerca de 5kms sendo que apenas podem ser visitados aproximadamente 800 metros. É uma visita que tem uma duração média de 45 minutos, percorrendo 230 degraus a subir e outros tantos a descer com várias paragens pelo caminho onde os guias dão explicações em inglês e com uma temperatura média de 21º a 23ºC.</div><div>A visita tem um custo de 6,5Rials por adulto e metade desse valor para as crianças no caso de visitantes estrangeiros, que ronda os 11€ por adulto, os habitantes nacionais pagam o equivalente a metade desses preços.</div><div>É uma gruta bastante interessante com um circuito circular a que os anfitriões chamam de percurso interessante na ida e chato no regresso pois curiosamente os espeleotemas como as estalactites, estalagmites, gours, colunas e mantos de calcite apenas crescem junto a uma das paredes da gruta. A parte oposta no entanto apresenta curiosas formações geológicas.</div><div>A parte mais distante da visita antes do regresso tem a ponta do único de três lagos presentes no interior da gruta. O nível de água do lago é controlado artificialmente pois a água ao subir tapa o sifão aumentando o nível de humidade no ar e consequentemente fica mais difícil respirar. O lago tem a particularidade de nele se encontrarem peixes cegos que juntamente com a única espécie de morcegos de Omã e aranhas compõem a fauna da gruta.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_bdcae87a7bcc48608593886a4966acff~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/><div>No centro de apoio aos visitantes à entrada há uma maquete com o modelo da região e da gruta, e no primeiro andar do edifício uma interessantíssima zona de interpretação com vitrines com amostras de rochas, fósseis, fauna local exterior e interior da gruta e 4 aparelhos multimédia com a evolução da formação do nosso planeta incluindo uma previsão da deslocação dos continentes para os próximos 150 milhões de anos, um sobre a formação das montanhas de Omã quando a placa tectónica da Península Arábica, colidiu com a da Eurásia, outro painel sobre como a água afeta as grutas e promove o crescimento de estalagmites e finalmente um painel sobre a influência geral da chuva nas zonas cársicas. Todos estes painéis são interativos e têm manivelas para mostrar o efeito pretendido.</div><div>Esta gruta é uma gruta morta, apesar de datar uns quantos milhões de anos, os sedimentos mais recentes de argila e outras rochas não permeáveis impede que a água da chuva se infiltre nas fendas da rocha e chegue às formações no interior da gruta, apenas recebendo água das inundações periódicas.</div><div>Os nossos guias explicam que a palavra Wadi em árabe e ao contrário do que este cavernoso pensava, significa desfiladeiro, ou seja, os vários desfiladeiros que existem na região podem carregar água da chuva que caiu a mais de 50 quilómetros de distância atingindo estes sistemas de surpresa. Inúmeras são as histórias de pessoas que acampam no interior de wadis pela sua beleza e acabam arrastadas pela força da água. Esta gruta em particular pode receber água de 3 wadis que convergem numa única entrada. Os pastores da região são pagos para manterem os wadis debaixo de olho, pois se um wadi com água não apresenta problemas, os 3 significam a evacuação da gruta.</div><div>Podem ver o resto das fotos em https://www.facebook.com/Cavetripping/</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_10a0adc1c89a4464be92784a53698e7e~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Caminhando para Oriente</title><description><![CDATA[Nem só de visitas grutas vive um Neandertal e num Mundo cada vez mais louco em que parece imperar o medo sobre tudo há pequenas pérolas que nos fazem repensar toda a nossa perceção de realidade. Tanto quanto me consigo lembrar, a primeira vez que ouvi falar em Omã foi em 2015 durante um encontro sobre grutas promovido pela International Show Caves Association (ISCA) na Áustria (um dia farei uma reportagem sobre esse encontro e a belíssima gruta visitada).Omã é um país localizado na Península<img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_c171bfef8ea343cf8cb29f8f071513c0%7Emv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_469/979ec7_c171bfef8ea343cf8cb29f8f071513c0%7Emv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/>]]></description><link>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2016/11/07/Caminhando-para-Oriente</link><guid>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2016/11/07/Caminhando-para-Oriente</guid><pubDate>Mon, 07 Nov 2016 19:23:37 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Nem só de visitas grutas vive um Neandertal e num Mundo cada vez mais louco em que parece imperar o medo sobre tudo há pequenas pérolas que nos fazem repensar toda a nossa perceção de realidade. Tanto quanto me consigo lembrar, a primeira vez que ouvi falar em Omã foi em 2015 durante um encontro sobre grutas promovido pela International Show Caves Association (ISCA) na Áustria (um dia farei uma reportagem sobre esse encontro e a belíssima gruta visitada).</div><div>Omã é um país localizado na Península Arábica e lar do local mais a Este do Mundo Árabe, tem 309.500 km2 e é lar de cerca de 4.4 milhões de pessoas. A primeira coisa que nos dizem quando falam em Omã é, apesar do medo inspirado por um punhado de fundamentalistas e da vizinhança do Irão do outro lado do Golfo Pérsico, Omã é um dos 10 países mais seguros do Mundo. Faz fronteira direta com os Emiratos Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Yemen. Omã é uma monarquia absoluta governada por um Sultão, tendo o reinado mais longo do Médio Oriente o sexto mais longo do Mundo. Tem um clima seco, típico da Península Arábica, contudo o sul apanha parte das Monções do subcontinente Indiano.</div><div>À chegada toda uma realidade diferente, uma paisagem árida de acordo com a expectativa, uma pista de aeroporto enorme atravessada por uma estrada de serviço que mais parecia uma autoestrada para terminar num terminal de aeroporto surpreendentemente pequeno. A primeira impressão, uma fila enorme para tratar do Visto de permanência, 17€ por um período de 10 dias, pago diretamente à chegada antes do primeiro check point de segurança marcado pelo caricato episódio em que as luzes falham, por um momento sinto-me em casa quando há falhas momentâneas de eletricidades muitas vezes sem razão aparente. Após aquisição do visto, mais uma fila para apresentação do passaporte no controlo aeroportuário, segue-se um caminho por uma pequena loja de Duty Free onde a faixa Non-Muslims Only junto à secção de bebidas alcoólicas te relembra que estás num país muçulmano. A recolha de bagagem, mais uma vez diferente, pela primeira vez, em vez de ter que esperar pela bagagem, há que procurar, como quem procura o Wally nos livros pois a bagagem já se encontra no chão entre as cintas ao contrário dos outros aeroportos em que aguardamos pacientemente para que a dita cinta seja ligada.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_c171bfef8ea343cf8cb29f8f071513c0~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/><div>Depois de uma rápida viagem de táxi em que apesar da segurança na condução, a única regra imperativa é parar nos semáforos e STOPs. A gastronomia é condimentada, um primeiro impacto suave com vitela assada com batata e ervas aromáticas, A verdadeira experiência da gastronomia local começou com o jantar, oferecido num restaurante com uma magnífica vista sobre o porto de Omã, um dos mais importantes do Golfo Pérsico.</div><div>Para refrescar, um copinho de água com seiva de uma árvore típica do sul que é uma especialidade segundo os locais, seguindo-se umas entradas com umas bolinhas de vegetais fritos com molho de coco e hortelã deveras saborosas e uma salada de pepino, pimentos, alface e tomate cherry. A sopa à escolha de lentilhas ou cogumelos também bastante saborosa foi seguida do prato principal, uma mescla de sabores locais, arroz com cabrito, iogurte com pepino, estufado de vegetais com tâmaras com um gosto agridoce, a puxar para o doce, tomate esmagado com coentros e uma papa de arroz empapado com frango desfiado.</div><div>Para sobremesa, uma pasta de castanha com umas bolinhas de massa frita e para fechar café com cardamomo e tâmaras. Toda a refeição foi acompanhada de um excelente reserva, sumo de laranja natural. Se a completa falta de álcool em todas as refeições não fosse indicador suficiente de que estás num país muçulmano, o bacon de vaca ao pequeno almoço e as salsichas de frango definitivamente são.</div><div>Após o pequeno almoço tivemos uma pequena sessão sobre as grutas selvagens de Omã, geografia do território e inúmeras possibilidades de negócio.</div><div>Seguindo por uma bela estrada sénica com muitas montanhas à mistura, viajámos até Nizwa, a maior cidade do interior do país e antiga capital, onde o guia nos explica fala sobre a colonização portuguesa durante o século XIV e como o forte de Nizwa foi importante na reconquista do território pois as forças portuguesas ocupavam a zona costeira perto de Muscat a capital, e no interior árido ainda reinavam os governantes de Omã. Esta ocupação durou cerca de 150 anos até serem expulsos durante o século XV. Em Muscat ainda existem dois fortes edificados durante a ocupação portuguesa, e apesar de termos sido inimigos durante anos, o guia explica-me que a ocupação portuguesa também lhes trouxe novos conhecimentos e que nem tudo foi mau.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_eec8d059a6a14df180f68ca7a33d4210~mv2_d_4288_3216_s_4_2.jpg"/><div>Depois de uma rápida viagem de autocarro chegámos ao hotel para a noite, uma construção parecida com um palacete árabe, com um grande pátio interior e os quartos todos à volta, com pouco tempo para nos refrescarmos do calor e cansaço da viagem, em breve saímos à procura do jantar, um jantar tipicamente beduíno com espetadas de frango e cabrito bem condimentadas de especiarias mas muito saborosas, asas de frango grelhadas, batata assada, arroz com passas e legumes salteados, perfeito para colmatar estes dois primeiros dias de um país de surpresas, amanhã, é dia dos cavernosos descerem às grutas...</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>A cultura, a alma e a natureza</title><description><![CDATA[No próximo dia 14, a cultura e alma nacional vão-se aliar à beleza natural das Grutas de Mira de Aire para uma noite única.Um evento a não perder, a Grande noite de fados no interior das grutas, a 80 metros de profundidade.Iscrições ainda a decorrer através do 244 440 322 e do e-mail: geral@grutasmiradaire.com<img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_163c92d946014c649f512ec5738810ba%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2016/10/08/A-cultura-a-alma-e-a-natureza</link><guid>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2016/10/08/A-cultura-a-alma-e-a-natureza</guid><pubDate>Sat, 08 Oct 2016 10:48:53 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>No próximo dia 14, a cultura e alma nacional vão-se aliar à beleza natural das Grutas de Mira de Aire para uma noite única.</div><div>Um evento a não perder, a Grande noite de fados no interior das grutas, a 80 metros de profundidade.</div><div>Iscrições ainda a decorrer através do 244 440 322 e do e-mail: geral@grutasmiradaire.com</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_163c92d946014c649f512ec5738810ba~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Dos Neandertais aos nossos dias</title><description><![CDATA[O “Mare Nostrum”, como foi batizado pelos romanos, é um mar interior do Oceano Atlântico, e o maior do Mundo, estende-se por cerca de 2,5 milhões de metros quadrados Europa, Ásia e África, do Estreito de Gibraltar a Istambul e retornando pelo norte de África até Marrocos. As suas costas são procurados por pessoas de todo o mundo pela sua beleza e clima únicos, tanto que a dieta dos povos que habitam esta região do globo é considerada uma das mais equilibradas.Foi num destes recantos que há cerca<img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_f8e035e6ac514b34a1abd9379f817eb3%7Emv2_d_6016_4016_s_4_2.jpg/v1/fill/w_935%2Ch_624/979ec7_f8e035e6ac514b34a1abd9379f817eb3%7Emv2_d_6016_4016_s_4_2.jpg"/>]]></description><link>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2016/10/08/Dos-Neandertais-aos-nossos-dias</link><guid>https://cavetripping.wixsite.com/cavetripping/single-post/2016/10/08/Dos-Neandertais-aos-nossos-dias</guid><pubDate>Sat, 08 Oct 2016 00:32:01 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>O “Mare Nostrum”, como foi batizado pelos romanos, é um mar interior do Oceano Atlântico, e o maior do Mundo, estende-se por cerca de 2,5 milhões de metros quadrados Europa, Ásia e África, do Estreito de Gibraltar a Istambul e retornando pelo norte de África até Marrocos. As suas costas são procurados por pessoas de todo o mundo pela sua beleza e clima únicos, tanto que a dieta dos povos que habitam esta região do globo é considerada uma das mais equilibradas.</div><div>Foi num destes recantos que há cerca de 42.000 anos o homem decidiu deixar a sua marca.</div><div> Nerja, é um municipio da provincia de Málaga (57kms) a “apenas” 6 horas de viagem de Lisboa segundo os amigos cavernosos que nos acompanharam na visita, destino balnear de excelência desde os anos 60, a sua popularidade subiu com as gravações na localidade da série de êxito internacional Verano Azul.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_f8e035e6ac514b34a1abd9379f817eb3~mv2_d_6016_4016_s_4_2.jpg"/><div>A 12 de Janeiro de 1959, 5 jovens aventureiros entraram numa pequena toca à procura de morcegos. Aventurando-se por estreitos túneis e com apenas uma pequena lanterna chegaram a uma enorme galeria onde “tropeçaram” num esqueleto, muito assustados e pensando tratar-se de um aventureiro incauto que como eles tinha entrado mas não tinha conseguido sair, fugiram contando a notícia aos seus familiares e amigos.</div><div>A gruta com grande valor arqueológico é ainda hoje estudada por biólogos, geólogos, paleontólogos e arqueólogos e visitada anualmente por milhares de pessoas, se quer escapar ao grande número de visitantes, evite os meses de Julho e Agosto, altura em que recebem cerca de 80.000 visitantes. As visitas são acompanhadas sendo a explicação dada através de um sistema de audio guia. Das 11 salas que compõem a gruta, apenas 5 estão abertas ao público, a Sala de Belém, a Sala dos Fantasmas, a Sala das Cascatas, a Sala da Torca e a Sala do Cataclismo, nome deveras bem escolhido pelo caos de blocos que se encontra pelo chão da sala, destaca-se aqui a grande coluna existente com 18 metros de diâmetro.</div><div>O percurso de visita é circular, sendo a saída ao lado do local de entrada. Durante anos as grutas de Nerja receberam inúmeras atuações de dança e canto no seu interior, contudo em 2013 a reparação da infra-estrutura existente para receber ao público levou ao seu desmantelamento.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_b33975fd15884916bca8222a2914d701~mv2_d_6016_4016_s_4_2.jpg"/><div>A gestão é feita pela Fundação Cueva de Nerja, bastante ativa na localidade, gere também o espaço museológico de Nerja onde estão as ossadas encontradas na gruta. O museu dispõe de 3 andares contando história desta povoação desde o homem primitivo à atualidade, passando pelo boom turístico. Há um comboio turístico entre a gruta e o museu.</div><div>A envolvente da gruta dispõe de casas de banho, loja, parque de merendas, parque infantil, bar e restaurante com serviço de buffet onde podem também ser realizados eventos.</div><div>Se vier com tempo, não dispense de uma visita ao Caminito del Rey, junto às barragens do rio Guadalhorce. Um pequeno caminho de serviço, em certos aspetos semelhante às levadas da Madeira. Após um acidente que vitimou três jovens foi interdito para reparações e hoje é um dos ex-libris da região podendo ser visitado por quase todas as pessoas.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/979ec7_d8d15c89db034b6fb1c7fe5962458139~mv2_d_4016_6016_s_4_2.jpg"/><div>São 3 quilómetros de passadiços entre dois desfiladeiros e um vale, destaca-se a impressão na rocha do desfiladeiro sul de uma amonite e a travessia final por uma ponte himalaia em metal e com chão em gradeamento.</div><div>O acesso é feito pela entrada norte, perto do restaurante El Kiosko e termina a sul junto à estação de comboio de El Chorro de onde saem autocarros em direção ao ponto de partida.</div><iframe src="http://static.usrfiles.com/html/807ccc_426d82c9dba2e3b44d9220b9527237f9.html"/><div>Pode consultar mais informação em:</div><iframe src="http://static.usrfiles.com/html/807ccc_d11ac30870355a94ac102e4f8bc30877.html"/><div>Todas as fotos pela amiga cavernosa Marta Borges</div><div>fo/es/</div></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>